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sábado, 30 de março de 2013

GOVERNO DO ESTADO DEU INÍCIO A SEGUNDA ETAPA DAS OBRAS DA ESTRADA PARQUE




RJ-151 - VISCONDE DE MAUÁ - MARINGÁ

O Departamento de Estradas e Rodagens (DER-RJ) iniciou neste mês de março, a segunda etapa da obra de implantação do asfalto borracha na RJ-151, no trecho entre os distritos de Visconde de Mauá e Maringá, no município de Itatiaia. A iniciativa faz parte do plano de dinamização do turismo, fortalecimento da economia e mobilidade da população na região. 

Domingos Baumgratz - Secretário de Meio Ambiente de Itatiaia
De acordo com Domingos Andrade Baumgratz, secretário de Meio Ambiente de Itatiaia, a obra faz parte do conceito de Estradas-Parque, no estado do Rio. Dentro do projeto, é autorizada a pavimentação de acordo com as normas ecológicas de rodovias em unidades de conservação. Dessa forma para ser pavimentada, a estrada-parque deve conseguir uma licença ambiental do Inea (Instituto Estadual do Ambiente) e obedecer a uma série de critérios em respeito à conservação do ecossistema da região. A recuperação da estrada é de responsabilidade da Secretaria Estadual de Obras e está sendo executada pelo DER. 


Durante a semana, a segunda etapa da obra foi avaliada pela secretaria e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) - órgão ambiental do governo brasileiro, que já atua em Área de Proteção Ambiental (APA) da Mantiqueira e no Parque Nacional de Itatiaia. Representantes da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) também estão acompanhando a obra; eles são responsáveis pelo plano básico da rodovia.


Já a prefeitura de Itatiaia está envolvida por meio das Secretarias de Meio Ambiente, Planejamento, Turismo e de Ordem Pública. O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às micro e pequenas empresas) também apoia o projeto.

Apesar de a intervenção ser uma parceria entre os governos Municipal e Estadual, os recursos são todos do estado. Com um investimento de quase R$ 9 milhões - verba proveniente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) -, a obra faz parte do Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur).

Segundo Baumgratz, o Estado está preocupado com toda a questão de desenvolvimento que envolve a região. Além disso, estão sendo desenvolvidos vários projetos focados nessas linhas de ações objetivando a sustentabilidade e ordenamento do uso do solo. E os benefícios alcançam o setor hoteleiro, donos de pousadas e os próprios moradores.

Para o secretário, com a melhoria das estradas, os turistas vão poder circular com mais rapidez e segurança, e assim desfrutar dos atrativos turísticos que compõem a região de Visconde de Mauá.


Obras


Antes desta parte das obras, o governo do estado realizou um projeto de requalificação das vilas, que será outra etapa desse processo. Domingos lembrou que toda questão relacionada à infraestrutura está sendo observada. Melhoria inclui drenagem, pavimentação, contenção de encostas e sinalização viária. 

Para o Baumgratz, depois de tudo concluído, o turismo local será beneficiado com o asfalto ecológico, por isso é primordial ter uma preocupação com o uso correto do solo.


Asfalto borracha
Com relação aos benefícios do asfalto borracha, Baumgratz explicou que a técnica já tem sido usada de forma razoável e como deu certo em outros projetos, o DER optou por este material que, inclusive é mais econômico que o asfalto comum. Conhecido como asfalto ecológico, já se tornou referência para o mundo.

Henrique Ribeiro - Presidente do DER

De acordo com o presidente do DER, Henrique Ribeiro, asfalto-borracha é a mesma tecnologia usada na pavimentação da RJ -122 ( Guapimirim - Cachoeiras de Macacu ), na Região Serrana. A pavimentação dos 35 quilômetros da estrada rendeu o Prêmio Mundial de Melhor Obra, da Federação Internacional de Rodovias, na categoria manutenção e restauração. O material tem durabilidade 50% maior do que a do asfalto convencional, com um custo 30% menor.

Henrique lembra que o uso do asfalto-borracha ainda tem outras vantagens. Entre elas, a alta viscosidade com mais 50% de aderência, o que representa redução de acidentes, e diminuição de 40% do ruído e dos custos, em relação ao asfalto tradicional, além de maior durabilidade, numa média de 20 anos. O produto é processado por uma Usina de Fabricação de Asfalto Borracha, instalada pelo DER no próprio canteiro de obra.


Um comentário:

  1. Gostei muito, apesar de estar cortando as encostas nas aguas,causa muito transtorno a todos.

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